Words are spaces between us

A alma está para lá das palavras, encontra-se escondida nas vírgulas que separam os sentimentos latentes nas frases ditas inconscientemente.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Desperta

"Ninguém me vê como tu, ninguém te vê como eu."

Margarida Rebelo Pinto, "O Dia Em Que Te Esqueci"





Eu sei que sempre te terei, que estás cravado nas minhas impressões e que por mais rostos que invadam a minha vida, por mais ecos de palavras que procurem o meu ouvido, vão ser sempre as tuas sábias palavras que me socorrerão nos momentos críticos que farão parte do meu percurso. Ninguém alguma vez conseguirá roubar de mim o mais sincero dos sorrisos como tu um dia foste capaz, muito menos arrancar fragmentos de tamanha proporção do meu coração que se encontra em pedaços, como um puzzle construído por peças de diversos conjuntos, distintas, mas que juntas formam uma imagem completa, talvez um código que só eu consigo entender. Perdi metade do meu, dei-o a todos aqueles que bateram na porta do meu mundo e aos quais a abri. Em troca recebi uma porção do deles, que contemplou o meu incompleto.
A verdade é que não permanecemos os mesmos, num segundo tudo pode mudar, e todas as respostas que procuravamos até então deixam de ter qualquer sentido, as questões alteram-se, a nossa máxima transforma-se e consequentemente o que somos, a alma e o coração, deixa de ser o que era e, como por um passo de magia, tudo é novo, um misto de emoções frescas que aguardam por ser descobertas e exploradas.
Sei tudo e nada sobre ti, és tudo e nada em simultâneo, um intenso paradoxo que me complica e me deixa repleta de questões e sem qualquer resposta. De ti nada se pode esperar a não ser a surpresa, a certeza da incerteza que habita todo aqueles que te rodeiam.
Hoje poderia ser um dia em que a paixão assolou os nossos corações, a atracção fatal que atrai os nossos corpos e nos faz viver numa órbita de desejo e sedução. Contudo, esta já habita a nossa vida há mais tempo do que aquele que sabemos ou desconfiamos.
Acompanhaste cada passo meu de longe, viste-me crescer e chegar ao que sou hoje, avançando e recuando com receio da minha reprovação, das palavras vãs que sempre guardo no bolso. Viste o melhor e o pior de mim e por isso conheces-me como a palma da tua mão, cada expressão, cada palavra solta, conheces-me de tal forma que me tornas uma desconhecida para mim mesma, contrariando-me sempre que ajo contra o que sou, não para mim, mas aquilo que sou para ti.

22 comentários:

  1. Nem tenho palavras para descrever o quão espectacular está o texto que escreveste! parabens :)

    ResponderEliminar
  2. o:
    Obrigada, também gosto muito do teu :)

    ResponderEliminar
  3. blog brutal!
    passa pelo meu e vê se curtes :)
    se houver algo que não curtas diz, conselhos são mais do que bem-vindos!
    queres seguir-me? :D é que dava um jeitão! :D mesmo!
    continua

    ResponderEliminar
  4. só há uma pessoa que nos consegue fazer sentir assim, depois há outras que conseguem fazê-lo em pequenas partes, mas nunca como esse alguém que nos completa por inteiro.

    Está lindo, adorei!

    ResponderEliminar
  5. Muito bom texto :)
    Passa pelo meu blog e de mais dois colegas meus e ajuda-nos a divulgar...

    ---->http://shutmymouthx.blogspot.com/

    Continuação de bons textos :)

    ResponderEliminar
  6. Tão bonito $:
    Gostei tanto do teu blog *.*

    ResponderEliminar
  7. obrigado por seguires o shutmymouth blog,
    não gostaste do meu? se achas que há qualquer coisa que esteja incorrecta ou que não fique bem avisa, conselhos são sempre bem-vindos!
    continua ;)

    ResponderEliminar
  8. obrigado pelo comment!
    não queres seguir? talvez não tenhas gostado de alguma coisa...se houver algo que não esteja do teu agrado avisa ;)

    ResponderEliminar
  9. uau. tens aqui um belo blogue repleto de emoções ;)

    ResponderEliminar
  10. obrigado por gostares das fotos..o blog é ainda recente..tenta acompanhar ;)
    Beijinho *

    ResponderEliminar
  11. Adorei... está muito bonito mesmo :)

    ResponderEliminar
  12. Gostei! Margarida Rebelo Pinto é sempre agradável.

    ResponderEliminar

espírito crítico